Não há o que voltar; o risco fica com o fiador até a entrega das chaves
Em doze meses, sai e não voltaNada para você. O risco fica com o fiador até a entrega das chaves.
Nada sai
Equipe ComparaAluguel de moradia · outubro de 2026
Esta ficha tem dois leitores. Você, que vai alugar. E a pessoa que vai ser seu fiador. Se for o caso, mande o link para ela antes da assinatura.
Para você, o custo é zero
Com fiador, o dia da assinatura não pede depósito nem prêmio de seguro. O mês tem só o aluguel e os encargos. No fim, não há dinheiro para voltar porque nenhum dinheiro saiu.
É o jeito mais barato de alugar para o inquilino. Não tem discussão. O custo existe, só que não fica com você.
O que o fiador está assinando
O fiador assume pagar o que o inquilino deixar de pagar: aluguel, encargos, multa, dano no imóvel, conforme o contrato.
E aqui está o ponto que mais surpreende. A Lei 8.009 protege a casa da família contra penhora, ou seja, contra ser tomada para pagar dívida. Mas essa proteção tem exceções, e uma delas é a fiança em contrato de locação. Se o inquilino não pagar e a dívida chegar à Justiça, o imóvel onde o fiador mora pode ser penhorado.
Muitas imobiliárias exigem que o fiador tenha imóvel próprio. Esse é o motivo.
Quanto tempo dura
Mais do que parece. Pela Lei do Inquilinato, salvo contrato em contrário, a garantia vai até a entrega das chaves. Isso vale mesmo quando o contrato vence e a locação continua por prazo indeterminado, o que acontece muito: o prazo acaba, ninguém assina nada novo, e o inquilino segue morando.
Então o fiador de um contrato de 30 meses pode continuar fiador por cinco anos, se o inquilino ficar.
Como o fiador sai
Quando a locação já está por prazo indeterminado, o fiador pode avisar o dono, por escrito, que quer deixar a fiança. Mesmo assim, ele continua responsável por 120 dias depois do aviso.
Do outro lado, o dono também se protege. Se o fiador sair, morrer, falir ou ficar sem condições, o dono pode pedir uma nova garantia em 30 dias. Se o inquilino não apresentar, a locação pode ser desfeita.
Ou seja: perder o fiador no meio do caminho pode obrigar você a correr atrás de caução ou seguro-fiança com pouco prazo. Vale ter um plano B.
Combinados que evitam briga em família
Fiança entre parentes e amigos dá certo quando todo mundo sabe o que assinou. Algumas sugestões que valem a conversa:
Leiam o contrato juntos, principalmente as cláusulas de fiança, multa e prazo.
Avise se atrasar. O fiador não deve descobrir pela imobiliária que há dívida.
Combinem um prazo. Se a locação for por prazo indeterminado, decidam juntos quando trocar a garantia.
Guardem a vistoria de entrada. Dano no imóvel também cai na conta do fiador, e a vistoria é o que separa dano de desgaste.
Para quem serve
Para quem tem alguém próximo, com imóvel, que entende o risco e topa correr. Nesse caso, é o caminho mais barato.
Para quem não tem, ou não quer pedir esse favor, as opções são a caução, o seguro-fiança ou a plataforma. Não pedir também é uma decisão legítima: um favor desse tamanho pesa em qualquer relação.