Pular para o conteúdo

Tem dinheiro guardado? Caução ou seguro-fiança

Equipe ComparaAluguel de moradia · outubro de 2026

No dia da assinatura
Até três aluguéis de uma vez
Todo mês, além do aluguel
Nada além do aluguel e dos encargos
No fim, volta para você
O valor depositado mais o rendimento da poupança, descontado o que o contrato permitir (aluguel atrasado, dano)

Em doze meses, sai e não voltaNada se perde. O dinheiro fica parado na poupança e volta no fim.

Volta
No dia da assinatura
Primeira parcela do prêmio
Todo mês, além do aluguel
Parcela do prêmio, se parcelado
No fim, volta para você
Nada: o prêmio é gasto, como qualquer seguro

Em doze meses, sai e não voltaO prêmio do primeiro ano. Digite o valor da sua cotação.

Não volta

Responda antes uma coisa: esse dinheiro vai ficar quieto até o fim do contrato? Se a resposta for sim, a caução tende a sair na frente. Se for “talvez”, leia até o fim.

A resposta curta

Entre as garantias, só a caução devolve o que você pagou. O seguro-fiança não volta: é um custo, como qualquer seguro. Quem tem a reserva e não vai mexer nela tende a gastar menos com a caução, porque troca um custo que some por um depósito que retorna com rendimento.

O que acontece com o seu dinheiro na caução

A Lei do Inquilinato dá duas regras. A caução em dinheiro não passa de três meses de aluguel. E fica depositada numa caderneta de poupança, com todas as vantagens para o inquilino na hora de sacar.

Na prática: você entrega até três aluguéis na assinatura, o dinheiro rende como poupança durante o contrato, e na entrega das chaves volta para você o depósito mais o rendimento. Dele sai o que o contrato permitir descontar, como aluguel atrasado ou um dano no imóvel.

Rende pouco? Rende. A poupança não é campeã de rendimento. Mas compare com o seguro-fiança, que rende zero para você e não devolve nada. Para quem vai cumprir o contrato, essa comparação costuma ser bem clara.

Um cuidado que vale ouro: peça o comprovante do depósito na poupança, em conta separada, e guarde junto com o contrato. É ele que prova o valor e a data na hora de receber de volta.

Quando o seguro-fiança ganha mesmo assim

Tem três situações em que a gente iria de seguro-fiança, mesmo com dinheiro guardado.

Quando a reserva é a sua reserva de emergência. Três aluguéis presos por trinta meses podem fazer muita falta numa demissão ou numa doença na família. Dinheiro de emergência não deve ficar trancado num contrato.

Quando o dono não aceita caução. É um direito dele escolher a garantia. Se ele só aceita seguro-fiança, a discussão acaba.

Quando o aluguel é alto. Três aluguéis de um imóvel caro somam muito dinheiro. Nesse caso, faça a conta: o prêmio do seguro-fiança, parcelado, pode pesar menos no caixa do que tirar esse montante de uma vez.

Na entrega das chaves, o que pode ser descontado

Aqui mora a briga mais comum. O dono pode reter da caução o que o contrato cobre: aluguel ou encargo em aberto, conta de consumo pendente e dano que vá além do desgaste normal de uso. Parede com marca de quadro depois de três anos é desgaste. Porta quebrada não é.

Duas coisas protegem você. A primeira é a vistoria de entrada, com fotos datadas de cada cômodo, assinada pelas duas partes. A segunda é a vistoria de saída, feita junto com o dono ou a imobiliária. Se o desconto não bater com o que as duas vistorias mostram, peça a conta por escrito, item por item, antes de aceitar.

E o título de capitalização?

É uma terceira via que aparece em muita imobiliária. A Porto, por exemplo, oferece um título para alugar sem comprovação de renda, com resgate do valor no fim do contrato. Parece caução, porque o dinheiro volta. Só que as regras de rendimento e de resgate são as do título, escritas pela empresa que o vende, e não as da poupança que a lei manda usar na caução. Antes de trocar uma coisa pela outra, leia as condições do título e veja quanto volta de fato.

A nossa escolha

Com a reserva sobrando e o plano de ficar o contrato inteiro, a caução. É a conta mais honesta: o dinheiro volta. Com a reserva apertada, ou com o dono exigindo seguro, o seguro-fiança, com as coberturas mínimas que o dono pedir.

Quem deve pular esta página

Quem não tem a reserva, ou não tem fiador, deve ler “Primeiro aluguel e ninguém para ser fiador”, que compara a plataforma com o seguro-fiança. E quem tem um fiador disposto pode nem precisar mexer no dinheiro: o fiador é o jeito mais barato para o inquilino, desde que a pessoa saiba o que está assinando.